História do Curso

História do Curso

No ano de 1980 a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul propôs para o Centro de Ciências Humanas e Sociais a criação de cursos no período noturno. A implantação do Curso de Educação Artística foi efetuada pelos órgãos competentes da UFMS, após um levantamento das necessidades da comunidade em geral com relação a novos cursos na UFMS e deveu-se, especificamente, à solicitação da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul, que necessitava suprir a falta de professores habilitados no Estado, uma vez que a Disciplina Educação Artística estava sendo ministrada por professores leigos ou, ainda, por professores com formação em outras áreas de conhecimento, gerando uma série de equívocos no ensino da arte para o 1.º e 2.º Graus.

Nesse contexto, verificou-se a necessidade da criação, no Centro de Ciências Humanas e Sociais, campus de Campo Grande, dos cursos de formação de professores, dentre esses, o curso de Educação Artística com as habilitações em licenciatura curta em Educação Artística e licenciaturas plenas em Desenho e em Artes Plásticas. Os professores da área de letras: Ana Maria Pinto Pires de Oliveira e Luiz Tiller Pirola foram designados para estudar, analisar, e compor os trabalhos que resultariam nas estruturas curriculares das licenciaturas curta em Educação Artística e plenas em Desenho e em Artes Plásticas.

Os currículos atendiam as orientações do Parecer 23/73 do Conselho Federal de Educação, que definia como deveriam ser organizados os curso de Educação Artística no país. Os cursos poderiam ser oferecidos sob a forma de Bacharelado e/ou Licenciatura, sendo que as licenciaturas teriam as modalidades de “Curta” e/ou “Plena” duração. A Licenciatura Curta destinava-se a formação do professor de 1.º grau, com duração média de dois anos e estudos básicos nas quatro áreas de conhecimento que seriam: Desenho, Artes Plásticas, Música e Teatro (caracterização da polivalência). A Licenciatura Plena destinava-se a formação de professores para o ensino de 1.º e 2.º Graus, com formação específica em uma das quatro áreas de conhecimento e com duração média de quatro anos. Os currículos para a formação de professores de Educação Artística na UFMS foram concebidos sob essa ótica oficial. Ofereciam um corpo de conhecimentos necessários à formação de professores de artes, que correspondiam às finalidades de formação de professores, proporcionavam um chamado “equilíbrio” entre conteúdos e operações didático-pedagógicas que facilitassem a apreensão do significado da arte em seu tempo e espaço.

No primeiro semestre de 1981 teve início a Licenciatura em Desenho e no segundo a Licenciatura em Artes Plásticas. Já no primeiro ano de funcionamento verificou-se a necessidade de uma reorganização curricular para os ajustes das áreas e afinação com os currículos vigentes em outras universidades. Uma comissão compostas por professores e técnicos da UFMS desenvolveu os estudos necessários e concluiu os trabalhos dos novos currículos que foram implantados no segundo semestre do mesmo ano. Em outubro de 1982 inauguraram-se as primeiras instalações do curso – “As Oficinas de Educação Artística”, na parte inferior da rampa do Estádio Morenão, onde hoje funciona a Oficina de Cerâmica. Ainda na décda de 80, alguns professores da área específica foram contratados para cargos efetivos e lotados no Departamento de Educação do CCHS. Esses são alguns aspectos de um processo de reorganizações, reorientações e mudanças importantes que, em 1984, garantiu o reconhecimento do Curso pelo CFE.

Já nos anos 90, verificou-se a necessidade de novas alterações no Curso de Educação Artística, como sua mudança para o período diurno e a desativação da Licenciatura Plena e da Licenciatura em Desenho. Houve também a implantação do Bacharelado em Artes Plásticas. Nessa época, ainda, os cursos de artes puderam contar com um espaço físico maior dentro do Campus, que possibilitou a implantação de novas oficinas e laboratórios.

Ainda nessa década o antido Departamento de Educação do CCHS passou por uma divisão, da qual resultou, entre outros, o Departamento de Comunicação e Artes,, no qual ficaram lotados os professores das áreas específicas de cmunicação-jornalismo e artes visuais.

Em 1997, uma nova destinação de espaço físico deslocou a parte administrativa do Departamento de Comunicação e Artes, as salas dos professores da área específica de artes visuais e as salas de aula e de oficinas dos cursos de Artes Plásticas para parte (50%) das instalações da recém construída Unidade VII da UFMS, campus de Campo Grande.

Na seqüência dessa mudança foi criado no CCHS o Departamento de Jornalismo, para o qual foram deslocados os professores da área específicaespeca mudança foi criado no CCHS o Departamento de Jornalismo, para o qual foram deslocados os professores da área específica de jornalismo. Paralelamente, o CCHS criou uma graduação em Música – Licencuatura, cujos professores ficaram lotados no Departamento de Comunicação e Artes, juntamente com os da área de Artes Visuais.

Na seqüência, uma nova reestruturação curricular nos cursos de artes efetivou a mudança da Licenciatura e do Bacharelado em Educação Artística, com hablitação em Artes Plásticas, para Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais, ainda com habilitação em Artes Plásticas, atendendo a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e, também, em consonância com as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação.

Este Projeto Pedagógico data de março de 2003, produto de mais um importante redimensionamento curricular do atual Curso de Artes Visuais. Visou-se ordenar, de modo coerente com a legislação vigente, as áreas de estudo do Bacharelado em Artes Visuais, que foram ampliadas para atender às demandas da atualidade com a inclusão das linguagens fotográficas e videográficasdo trabalho com desenhos e imagens digitais em geral.

A Resolução Nº 259, de 22 de dezembro de 2005 aprovou alterações do item 5 “CURRÍCULO deste Projeto Pedagógico e deu outras providências.  Ao mesmo tempo, revogou a Resolução COEG nº 175, de 06.12.2004 e, no final do ano letivo de 2007, a parte relativa ao Curso de Artes Visuais – Bacharelado – Habilitação em Artes Plásticas/CCHS, da Resolução COEPE nº 239, de 23.12.1999.

A atual estrutura curricular do Curso de Artes Visuais – Bacharelado – Habilitação em Artes Plásticas/CCHS – uma das alterações desse item 5 – foi implantada em 2006 somente para os acadêmicos matriculados na 1ª, 2ª e 3ª séries e, também, para aqueles que ficaram retidos em uma das 1ª à 3ª séries. Em 2007, a nova estrutura curricular foi implantada para a 4ª série.

Aos acadêmicos que ingressaram anteriormente ao ano letivo de 2004 foi dada a oportunidade de concluir o curso pelo currículo pleno aprovado pela Resolução COEPE nº 239, de 23.12.1999, desde que não estivessem retidos na série alcançada pela nova estrutura curricular ou, ainda, que o retorno do trancamento de matrícula fosse efetuado em série não alcançada pela nova estrutura curricular.

No ano de 2010, em virtude da semestralização do curso e da mudança de carga horária, foi possível também pensar uma série de alterações, como mudanças nas disciplinas e criação de novas, visando uma atualização do currículo em relação às exigências da sociedade e do mercado de arte e cultura.

Nesta trajetória, os cursos de Artes Visuais – Licenciatura e Bacharelado sempre tiveram um mesmo coordenador. Devido às especificidades das duas modalidades de formação profissional e considerando as questões de gestão acadêmica, reivindicava-se há muito tempo a divisão das coordenações, já que os cursos são distintos.

E, é com muita satisfação que comunicamos que a partir do dia 21 de outubro de 2013, tornou-se efetiva a divisão das coordenações: Coordenação de Artes Visuais – Licenciatura e a Coordenação de Artes Visuais – Bacharelado, com as respectivas coordenadoras Profª Vera Penzo e Profª Priscilla Pessoa, para a gestão 2013-2015.

Acreditamos que essa mudança fortalece o desenvolvimento de ações específicas, consoantes com as caraterísticas de cada Curso, estreitando as relações entre coordenação e acadêmicos e aprimorando as relações entre as coordenações e o corpo docente e os técnicos. Por fim, tal mudança certamente contribuirá para um melhor acompanhamento e direcionamento do projeto pedagógico de cada curso.