Sobre o Curso de Filosofia

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Duração do Curso:

  • 8 semestres

Período:

  • Noturno
  • Sábado: Manhã e Tarde

Modalidade de Ensino:

  • Presencial

Número de Vagas:

  • 60 Vagas

Forma de ingresso:

O ingresso ocorre mediante Sistema Unificado de Seleção (SISU) baseado no desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM); movimentação interna, transferências de outras IES e portadores de diplomas de curso de graduação em nível superior, na existência de vaga; e transferência compulsória.

Objetivos do Curso:

  • Antes de tudo, o curso de graduação em filosofia visa formar o licenciado em filosofia, isto é, o filósofo e professor de filosofia, não separando o filosofar, o pesquisar e o ensinar, preparando os futuros licenciados para atuar, principalmente, na educação básica. Para isso, oferecerá uma sólida formação específica em filosofia, pedagógica e de cultura geral que permita uma boa atuação na área educacional e na  sociedade de um modo geral.
  • Oferecer uma formação teórica que permita ao licenciado um conhecimento adequado da história da filosofia, das diferentes temáticas e problemas discutidos historicamente pela filosofia, permitindo estabelecer relações conceituais, contextualizar e analisar as diferentes idéias, correntes e problemas filosóficos presentes na história.

Profissão:

  • Filósofo, professor de Filosofia.

Atividades inerentes:

  • Ensino, pesquisa e assessoria na elaboração de textos e projetos filosóficos educacionais.

Áreas de Atuação e Exercício Profissional:

  • Ensino de filosofia na Educação Básica e nas escolas de ensino médio. Assessoria a comitês de ética

Formação:

  • Licenciado em Filosofia

História do Curso:

  •    A Filosofia, enquanto uma forma de saber, ocupa espaço na sociedade ocidental desde a Grécia antiga. No entanto, com o passar dos anos e mesmo com a morte de um de seus ilustres representantes, isto é, de Sócrates, os homens não mais pararam de exercer a ousadia de pensar filosoficamente. Como afirma Silva (2007), “neste período, os gregos já pensavam e levantaram boa parte das temáticas, nexos e problemas que constituem  o conteúdo do que nós chamamos de filosofia, a consciência histórica dos homens”. A partir daí criaram as primeiras escolas próprias para ensinar a Filosofia: a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles.
  •    Da antiguidade grega até a modernidade, foi um longo percurso. Nele, a filosofia ganhou vulto e novas configurações. Ocupou espaço significativo nas universidades e difundiu-se. Cresceram as produções filosóficas no mundo ocidental e,  no século XVI, chegou ao Brasil  com os Jesuítas portugueses.  Neste período, tanto o conteúdo, quanto às formas de ensino foram sofrendo alterações.
  •    Além das Universidades, a Igreja e seus seminários tiveram papel importantíssimo ao manter e divulgar o ensino e as discussões filosóficas na sociedade, particularmente no Brasil.
  •    Enquanto pensamento crítico, a Filosofia e seu ensino sofreram um certo retrocesso no país. Em dezembro de 1961, com a lei 4.024, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o ensino de filosofia deixa de ser obrigatório e passa a ser optativo no currículo das escolas de ensino médio. Os longos períodos de regimes autoritários no Brasil republicano, principalmente a ditadura militar que passou a vigorar no país a partir do golpe de 1964, tentaram calar a filosofia e seus representantes enquanto porta vozes de um ensino e de um discurso crítico e questionador. Acabaram por extinguir o ensino de filosofia nas escolas de nível médio. No entanto, assim como a sociedade resistiu aos governos ditatoriais e lutou pela democracia, a filosofia e seus representantes resistiram à ditadura e vem reconquistando o seu espaço junto ao processo de redemocratização do país.
  •    A partir de 1980, a filosofia passou a ocupar novamente um espaço no ensino médio, ainda que com poucas aulas. A sua reinserção, mesmo que em caráter optativo e dependente da recomendação das Secretarias Estaduais de  Educação e de diretores de escola, simbolizou o reconhecimento de sua existência e a necessidade de seu ensino aos jovens estudantes brasileiros.
  •   Por fim, em 2 de julho de 2008, por força de lei sancionada por José de Alencar, presidente em exercício do Brasil, o ensino de filosofia passou a ser obrigatório em todas as escolas públicas e privadas de ensino médio. Uma escola pública média que foi massificada e que atinge um contingente considerável de jovens brasileiros.
  •   Se por força de lei a filosofia foi inserida no ensino médio, trata-se portanto de formar professores para o seu ensino de forma mais adequada. Na atualidade, a grande maioria dos professores que ministram filosofia no ensino médio não possui uma formação específica para tal função. É comum encontrar professores formados em Pedagogia, História, Geografia, Direito e em outros cursos, que vêm lecionando filosofia neste nível de ensino.
  •   É dentro deste contexto, e para atender esta demanda,  que o Ministério da Educação (MEC), dentro do REUNI, vem propondo às Instituições Federais de Ensino Superior a criação de Cursos de Licenciatura em Filosofia. Em nosso caso, a UFMS percebe esta necessidade social do curso e, neste ano de 2009, aprovou a sua criação e implantação a partir do primeiro semestre do ano de 2010.